A denúncia do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), de que um assessor direto da governadora Raquel Lyra (PSD) seria o grande operador de uma milícia digital financiada com dinheiro público para atacar autoridades na internet cai como uma bomba na imagem de seriedade que a gestão tenta transmitir.
De acordo com Álvaro Porto, a deputada Dani Portela (PSOL) foi vítima de um ataque do suposto “gabinete do ódio” comandado de dentro do Palácio do Campo das Princesas dias após pedir, na Alepe, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos de publicidade do Governo do Estado. Seria, segundo Álvaro, uma tentativa de intimidar o trabalho parlamentar.
“O tal do gabinete do ódio parece ser, para a nossa surpresa, exatamente o gabinete da governadora. O ineditismo dessa situação dentro da história do Estado é lamentável e vergonhoso”, declarou Porto.
Intimidação e ataque à reputação de opositores são práticas pouco republicanas, típicas de governos autoritários e ditatoriais. Apequena quem faz e demonstra imensa ignorância sobre a dimensão, a grandeza e o alcance de certos cargos públicos, como o de chefe do Poder Executivo de um Estado revolucionário como Pernambuco, terra que já emprestou tantos políticos à nação, como o próprio atual presidente, Lula (PT), e o ex-vice-presidente Marco Maciel, entre outros.
Álvaro Porto evitou afirmar que a governadora Raquel Lyra ordenou o trabalho questionável (para dizer o mínimo). Mas a comprovação de que um secretário-executivo extremamente ligado à vice-governadora, Priscila Krause, é, nas palavras de Porto, “o mentor intelectual e executor das ações milicianas”, além de autor da denúncia “anônima” contra Dani Portela, já é péssimo para a gestão.
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
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